Susana Rodrigues


NOÇÕES BÁSICAS

Posted in Quercus por Susana Rodrigues em 18 de Dezembro de 2009
  1. 1.      350 – O NÚMERO

350 partes por milhão é o número que muitos cientistas, especialistas em clima e governos progressistas consideram agora ser o limite superior de segurança para a quantidade de dióxido de carbono na nossa atmosfera. Segundo especialistas (entre outros, Jim Hansen da NASA), nos últimos 300 anos, com a utilização do petróleo e do carvão, os níveis de dióxido de carbono passaram das 275 p.p.m. (partes por milhão) para as actuais perigosas 389 p.p.m. É necessário voltar ao valor de 350 p.p.m. antes que as consequências do aquecimento global atinjam proporções irreversíveis.

O acelerado aquecimento do Árctico e outros impactos climáticos precoces levaram os cientistas a concluir que estamos já acima da zona de segurança com as actuais 387 ppm, e que a menos que consigamos regressar rapidamente às 350 ppm neste século, arriscamo-nos a atingir impactos irreversíveis, como é o caso do derretimento da placa gelada da Gronelândia e à libertação em massa de metano derivada desse derretimento.

1.1.  350.ORG – A ORGANIZAÇÃO

Fundada pelo autor e ambientalista Bill McKibben, 350.org é a primeira campanha global de bases em larga escala contra as mudanças climáticas. Entre os seus apoiantes contam-se cientistas de topo, os governos de 89 países, e uma grande variedade de ONG de ambiente, saúde, desenvolvimento e religiosas. Todos concordam que os actuais níveis atmosféricos de CO2 – 390 partes por milhão – estão a danificar o planeta e os seus povos mais vulneráveis, e que a acção dos governos na conferência de clima em Copenhaga é indispensável para baixar rapidamente o nível de carbono da terra.

Para poder parar as alterações climáticas temos de agir rápido, e em conjunto – e 2009 é um ano absolutamente crucial. Em Dezembro, os líderes mundiais vão-se reunir em Copenhaga, na Dinamarca, para conceber um novo tratado global sobre redução de emissões. O problema é que o tratado actualmente em jogo não faz jus à severidade da crise climática – não passa no teste dos 350.
Para unir o público, os média, e os nossos líderes políticos em torno da nossa meta de 350, usámos a Internet para coordenar o dia internacional das alterações climáticas, o 24 de Outubro de 2009.

1.2.  24 DE OUTUBRO – DIA INTERNACIONAL DAS ACÇÕES CLIMÁTICAS

Decorreram acções em centenas de lugares emblemáticos por mundo todo – desde o Taj Mahal à Grande Barreira de Coral, passando pela sua comunidade – e transmitir uma mensagem clara para os líderes mundiais: as soluções para a crise climática têm de ser iguais, de ter a ciência por base, e de estar a par da dimensão da crise.

Se um movimento internacional de bases responsabilizar os nossos líderes, comprometendo-os com as mais recentes descobertas científicas na área do clima, poderemos começar a transformação global de que precisamos tão desesperadamente.

 

1.3.  ACÇÕES EM PORTUGAL – GAIA E LISBOA

350 em Gaia

Gaia 24 de Outubro

Em Portugal, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza – é a principal apoiante desta campanha, e está encarregue de organizar várias manifestações ao longo de todo o território nacional.

Em Portugal as principais acções decorreram no Porto e em Lisboa. Na cidade invicta, a ponte D. Luís foi cenário de concentrações de um grande número de pessoas incluindo desportistas, que a tomaram como ponto de partida para percursos de bicicleta, caminhadas, regatas de barco à vela e canoagem. Em Lisboa, a principal manifestação teve lugar junto ao Padrão dos Descobrimentos, onde as pessoas se juntaram para tirar um foto colectiva formando um grande “350”. Por todo o país foram realizados outros “movimentos 350” tais como concertos, recolhas de lixo, auditorias sobre energia e conservação da natureza, plantações de árvores, etc.

Decorreram estas acções, em especial no dia 24 de Outubro, mas a campanha continua e a qualquer hora, em qualquer parte do mundo, qualquer pessoa pode fazer a sua própria acção 350.

1.4.  ACORDO DE COPENHAGA

Num futuro próximo, em Dezembro de 2009, vários líderes internacionais irão reunir-se na Dinamarca para discutir o futuro do planeta e tentar chegar a um consenso no Acordo de Copenhaga. Questões ambientais e sociais serão postas em cima da mesa, com o intuito de elaborar uma nova estratégia, na qual todos os países envolvidos participem, de modo a atingir uma nova meta.

A 350 apela a que este acordo vá de encontro às necessidades actuais do nosso planeta. É importante que os líderes governamentais saibam que os cidadãos de todo o mundo estão atentos e a par do perigo que a Terra enfrenta, e tomem medidas eficazes.

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